Pesquisas científicas mostram que o roteiro de nascimento – todas as experiências que acontecem no período pré, durante e pós-parto –  afetam profundamente o desenvolvimento integral do bebê e consequentemente, da vida do adulto. Nesta etapa o ser humano é muito vulnerável ao interagir com os eventos à sua volta, e estes terminam interferindo em sua composição corporal, função metabólica, plasticidade cerebral, saúde psicológica e mental.

Desde o começo da gestação, o bebê está sujeito aos sentimentos e humores maternos. Ele capta com facilidade qualquer pensamento ou sentimento de amor ou de rejeição da mãe e também reconhece qualquer expressão física de afeto ou desamor.

Se receber muito contato físico e emocional se tornará confiante e seguro, pois seus sistemas cerebrais de prazer serão reforçados. Se for pouco acarinhado e se sentir sozinho, ficará mais temeroso e segregará mais adrenalina em seu cérebro, desenvolvendo um ambiente interno mais propenso ao egocentrismo, à dominação e à violência.

De acordo com a psiconeuroendocrinologia, o cérebro é muito maleável nos primeiros anos de vida e as experiências vividas e os hormônios segregados modelam a arquitetura neuronal e a personalidade do futuro adulto.

As primeiras lembranças de amor ou de dor geram registros nas primeiras células do bebê e depois se multiplicam exponencialmente até o número total de células de um adulto. Estes registros celulares serão o primeiro input do intelecto em desenvolvimento sobre “o que funciona” e “o que não funciona” com relação ao sucesso e à felicidade.

Vale destacar que para a biologia, o fato de estarmos vivos demonstra que a “equação” de acontecimentos vividos no roteiro de nascimento foi exitosa, o que leva o cérebro a querer repetir inconscientemente estas experiências, sejam ruins ou boas, criando muitas vezes entendimentos errados sobre a vida e os relacionamentos.

O cérebro em formação não tem como “provar” o contrário, o que afeta profundamente a abordagem de vida do novo ser. Isso quer dizer que carregamos conosco todas as impressões (muitas vezes subjetivas) que tivemos em nossa vida uterina, parto, momentos pré e pós-parto.  Estas percepções se transformam em verdades inconscientes e, muitas vezes, inquestionáveis, que dificultam muito nossa vida. Mas a boa notícia é que elas podem ser mudadas.

Mudando o roteiro de nascimento:

Fazendo uma retrospectiva é possível entender porque o roteiro de nascimento é a nossa primeira experiência de sucesso – afinal estamos vivos – mas, também é, nosso primeiro grande trauma. Após 9 meses de acolhimento, saímos para o desconhecido, para um ambiente asséptico e inesperadamente afastados de nossa fonte de vida conhecida: nossa mãe.

Segundo o médico obstetra francês Frédérick Leboyer, é ingenuidade acreditar que alguém possa sair ileso, sem nenhuma marca desta experiência traumática. No entanto, ele provou, na década de 70, que poderia ser diferente: que os bebês teriam mais chances de nascer sorrindo, num parto em ambiente de silêncio, penumbra e amorosidade. E a partir deste novo tipo de nascimento, desenvolver uma personalidade mais serena, aberta ao novo e saudável, lidando assim com a vida de uma maneira mais positiva.

Escolas como a Bioflow se propõem a realizar tarefa semelhante: dar um novo nascimento à jovens e adultos, resignificando as suas marcas ou memórias celulares. Por meio de técnicas de respiração e reprogramação mental e emocional, alteram-se os efeitos do roteiro de nascimento, e transformam-se as cicatrizes físicas e emocionais adquiridas em momentos dolorosos do parto, da gestação e da primeira infância. Num trabalho com muita suavidade e profissionalismo, são remodeladas as crenças limitantes que impactam a saúde e qualidade de vida.

 Diferentes tipos de partos e seus efeitos no roteiro de nascimento

Durante o processo de parto, os bebês experimentam diferentes movimentos, pressões e sensações, que são intensificadas quando há necessidade de intervenção médica, uso de medicamentos ou mesmo fórceps. Sem contar os dolorosos processos de cesárias que ainda respondem por 55,5 % dos partos feitos por ano no Brasil e os nascimentos prematuros que acometem 18% dos bebês nascidos no mundo todo!

Estes diferentes tipos de roteiro de nascimento resultam em experiências singulares que definem de maneira diferente o futuro de cada um.  No livro “Como seu nascimento afeta seus relacionamentos”, Sondra Ray e Bob Mandel relatam as consequências dos diferentes tipos de parto e sua influência no comportamento adulto destas pessoas. Embora cada tipo de nascimento deixe memórias celulares distintas, infelizmente a falta de cuidados emocionais maternais é comum à maioria de nós. Afinal, nossos pais tiveram limitações, inclusive emocionais e culturais, que os impediram de nos dar tudo o que desejávamos ou julgávamos precisar.

Assim, por exemplo, pessoas que nasceram por meio de cesarianas têm dificuldades para tomar decisões e receber ajuda e sempre insistem em fazer as coisas por conta própria – embora desejem desesperadamente uma “mãozinha externa”. Já os que tiveram o cordão umbilical ao redor do pescoço resistem a estar no corpo físico, criam muitos obstáculos e se sabotam com frequência. O prematuro, por sua vez, está sempre apressado, se sente frágil e nunca preparado.

Ao integrar essas primeiras memórias do roteiro de nascimento, durante sessões da metodologia Bioflow, as pessoas chegam naturalmente a uma confiança maior em si mesmas e na vida superando vícios, comportamentos negativos e outros problemas emocionais inconscientes. De forma suave e gradativa, caminham rumo a mais saúde, leveza e realizações, observando claramente mudanças positivas internas e externas em sua realidade.

Walter Coscia

CLIQUE AQUI E VEJA COMO O INSTITUTO 9 ELEMENTOS PODE AJUDAR A MUDAR OS EFEITOS NEGATIVOS DO ROTEIRO DE NASCIMENTO.

 

Compartilhe este post: Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+